Fé e confiança

Submitted by gfraenkel on Thu, 26/04/2018 - 11:01

Vejo fé e confiança como questões distintas.

A fe é a compreensão profunda de nossa relação com Deus

A confiança surge quando nos sentimos tão seguros em uma relação que abrimos mão da compreensão profunda e delegamos a condução do processo ao outro

Acho que a confiança se estabelece quando temos nossas expectativas atendidas.

Quando temos fé nós confiamos, mas podemos confiar sem ter fé.

Penso que desconhecer a criação e perceber a possibilidade de experimentá-la mesmo assim sendo supridos em nossos desconhecimentos é a base da confiança.

Desta forma nossa vida dá certo, ou seja, aproveitamos melhor a oportunidade da vida para desenvolver competências, quando agimos a partir de nossa consciência, de nosso conhecimento e de nossa fé delegando à vida, confiando, tudo o que ainda não compreendemos.

Por desconhecemos acabamos colocando para nós mesmos expectativas aquém de nossas possibilidades o que deixa espaço para que outros se utilizem desta "possibilidade ociosa" para realizar suas construções.

Acho que a exploração se dá no momento em que tentamos usar além da possibilidade ociosa do outro, ou seja, quando negamos a ele o direito de aproveitar melhor a vida, de seguir com fé, com atitude mais consciente.

A questão é que esta fronteira entre fé e confiança é dinâmica e se redefine à medida que o ser amplia suas competências

Há uma zona nebulosa onde o sujeito desconfia que pode ser eficiente, agir com mais fé, mas que ainda desconhece e precisa confiar.

Vejo que a fé se constrói à medida que a confiança se desconstrói, à medida que assumimos as rédeas da aplicação de nossos potenciais.

Por tudo isso tenho dificuldade para entender como um posicionamento realista pode ser base para a confiança

Uma vez que não compreendemos, que nossas expectativas são pequenas em relação à nossa potencialidade, qe agimos com pouca fé, a confiança surge.

À medida que despertamos, que conhecemos, que somos capazes de assumir posturas mais realistas, agimos com mais fé e menos confiança.

Perceber-se explorado é, para mim, parte inevitável do progresso. Pelo trabalho para o outro descobrimos nossos potenciais e propósitos e rompemos as algemas para seguir com fé e liberdade.

Explorar é mecanismo natural daquele que tem mais consciência sobre a vida, que age com Menos confiança e mais fé determinando uma cadência para seu próprio destino.

A exploração torna-se uma ação pesada à medida que negamos o direito de crescimento ao explorado exigindo que se submeta à nossa vonrade e negue a sua fé.

Neste contexto agir com caridade seria reconhecer o direito do outro de construir a própria fé e a necessidade de ser guiado em alguns passos.

Sendo assim, tão logo o explorado entra em uma zona mais ampliada de consciência, naturalmente reduzimos o controle permitindo que ele viva seus conflitos e se liberte.

Vejo que o egoísmo e o o orgulho de quem explora toldam este julgamento sobre o momento de liberdade do outro aumentando os conflitos dele e gerando este desconforto quanto à ideia de exploração.

data do cadastro
Wed, 28/03/2018 - 07:21
Última revisão
Wed, 28/03/2018 - 07:23
Assunto
Data de conclusão
Tue, 03/04/2018 - 08:39
status de escrita