Presente e desapego

Submitted by gfraenkel on Fri, 04/05/2018 - 08:38

" *FAÇA HOJE SUA FAXINA MENTAL.*
*JOGUE FORA TUDO QUE TE PRENDE AO PASSADO, AO MUNDINHO DE COISAS TRISTES, FOTOS, PEÇAS DE ROUPA E TODA AQUELA TRANQUEIRA QUE GUARDAMOS QUANDO NOS JULGAMOS ESTARMOS APAIXONADOS. *
*MAS , PRINCIPALMENTE, DEIXE LIVRE SEU CORAÇÃO.*
*FIQUE PRONTO PARA A VIDA, PARA UM NOVO AMOR.*
*LEMBRE-SE, SOMOS SEMPRE CAPAZES DE AMAR, AFINAL DE CONTAS, NÓS SOMOS O AMOR*
➕1⃣2⃣4⃣➖2⃣4⃣1⃣
*MUITA PAZ* "

Acredito que ficarmos presos ao passado é sempre uma questão.

Mesmo as boas lembranças, as coisas alegres, que não são "tranqueira" como colocado.

Todo o passado é a origem do que somos e nele reside valioso material para reflexões e para nosso autoconhecimento.

Mas me parece que a questão central é que ao recordar o passado nós o tornamos presente e tiramos o espaço para novas vivências.

Acho que não podemos viver só de passado da mesma forma que não podemos viver só de presente ou só de futuro, pelo menos no estágio evolutivo em que nos encontramos. Talvez no futuro apenas o presente importe...

De qualquer forma, preocupo-me com a ideia do descarte.

Seria uma negação de nós mesmos, do que não queremos em nós? Ou o descarte seletivo, consciente, refletido daquilo que entendemos não ter mais valor?

Por isso brigo com o termo "tranqueira". Talvez aos olhos de quem guarda seja material significativo que aponta para dimensões pessoais que precisam de atenção, como o sintoma de uma doença.

Se não tratamos a causa, mas apenas os sintoma, a questão eclode em outros campos da vida e só transferimos o problema de área.

Acho que este movimento de ir à raiz da acumulação de passado é que deixará o terreno pronto para o amor pleno.

Toneladas de areia e cimento sobre uma montanha de lixo não resolvem o fato de que nossas casas foram construídas sobre um lixão, mesmo que estas casas sejam apenas de veraneio ou não residamos mais nelas, o lixo sob o cimento cobrará um preço, assim como os hábitos irrefletidos de consumo e de descarte de resíduos que produzirão novos lixões.

Como VC disse, somos capazes de amar, somos expressões de amor.

Acrescento, entretanto, que há muito o que melhorar em nossas expressões de amor que, pela nossa imaturidade, ainda produzem lixo.

Ideal seria não precisarmos descartar, expressarmos o amor sem resíduos tóxicos para nós ou para a sociedade.

Mas, por hora, se buscarmos acumular menos e descartar com consciência acredito que estaremos em um caminho rumo ao amor pleno, mesmo que ainda produzamos lixo.

data do cadastro
Wed, 28/03/2018 - 07:21
Última revisão
Wed, 28/03/2018 - 07:23
Assunto
Data de conclusão
Thu, 26/04/2018 - 19:04
status de escrita